<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7653142176702922729</id><updated>2011-07-07T13:33:30.830-07:00</updated><title type='text'>nagreb</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00586578491651288581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7653142176702922729.post-4849696803547363589</id><published>2009-01-17T22:32:00.001-08:00</published><updated>2009-01-17T22:32:50.140-08:00</updated><title type='text'>Fui no arteplex e vi uma Amélie...</title><content type='html'>Duh.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7653142176702922729-4849696803547363589?l=gabrielnagreb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/feeds/4849696803547363589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7653142176702922729&amp;postID=4849696803547363589' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/4849696803547363589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/4849696803547363589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/2009/01/fui-no-arteplex-e-vi-uma-amlie.html' title='Fui no arteplex e vi uma Amélie...'/><author><name>Nagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00586578491651288581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7653142176702922729.post-6249976787136572447</id><published>2008-12-27T20:02:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T20:26:50.001-08:00</updated><title type='text'>sobre o filme o menino de pijama listrado</title><content type='html'>Bem, caso não tenha assistido, não leia o texto (ou leia, o que preferir).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa noite fomos ao cinema ver 'o menino de pijama listrado'. Gostaria de dividir reflexões e comentários, acerca do filme... Antes de mais nada, adianto-lhe que não gostei do filme em nenhum aspecto e que o texto que segue não se trata de uma revolta pseudo-cult/intelectual.&lt;br /&gt;Vou dividir a análise do filme.&lt;br /&gt;Num primeiro aspecto da análise, o qual decidi chamar de verossimilhança histórica, o filme, no mínimo, se limitou muito. Tá certo que cinco ou seis milhões de judeus foram mortos no holocausto e que os alemães comandaram o massacre. Acho, ainda assim, que teria sido muito mais proveitoso se o filme explorasse a questão histórica de forma mais densa. Primeiro, seria interessante lembrar que não só alemães executaram o massacre judeu, mas também russos, húngaros, austríacos (etc) e, o que mais me gera perplexidade, judeus. Lembrar que, no que diz respeito a esses outros grupos, não se tratava meramente de se resignar perante o regime nazista, mas de colaborar para com suas metas... que eram basicamente os chamados conselhos judaicos (formados por judeus economicamente privilegiados - os quais, não todos, mas alguns, se safavam da morte) que escolhiam quais judeus iriam para o campo de concentração. Que havia inclusive campos de concentração organizados por judeus, os quais, com autonomia, administravam seu “funcionamento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da moeda, temos o filme mostrando aqueles que trabalham para a SS como perversos, como a encarnação do mal. Parte-se da premissa de que a intensa e bitolante propaganda nazista convencia o cidadão alemão de que o judeu deveria ser exterminado, gerando no membro da SS uma sensação prazerosa de dever-cumprido perante o estado e a sociedade ao fuzilar judeus (ou ainda de prazer antes de sua morte, ao espancá-lo e deixá-lo sem comida). Resumidamente, um ser humano de consciência perversa e sádica. Aqui vai um ponto muito pessoal: eu não acredito nisso. O que eu acredito é: a intensa e bitolante propaganda nazista convencia o alemão de que o judeu deveria ser exterminado, levando o militar a um cumprimento de seus deveres não por prazer, mas como cidadão temeroso à lei, o que em médio prazo não conduz a uma consciência sádica, mas a uma ausência de consciência, uma consciência que cada vez mais tenta se cegar, que se força a um não-sentir, pois na lógica nazista, mais importante do que seu sentimento pessoal, é a lei, a vontade do Führer. De fato, havia uma confusão absoluta na cabeça dos militares, que muitas vezes conduzia a um estranho sentimento de honra ao cumprir tais deveres, ainda que, concomitamente, à profunda depressão. Também acredito que havia sim aqueles que extraíam prazer na matança de judeus, mas acho que tende ao maniqueísmo tratar TODOS dessa forma, como um exército de sádicos perversos. Havia, sim, aqueles que clandestinamente tentavam outras soluções menos drásticas, como a emigração forçada, que, bem ou mal, era uma forma de ajudar os judeus a escaparem da metralhadora ou da câmara de gás. Por último, também acho acertado ter em mente que muitos podem se colocar nessa posição de “nunca fui intimamente a favor do holocausto, embora fosse obrigado a colaborar” para se safar em Nuremberg (não que isso seja juridicamente relevante) ou perante sua própria consciência ou sei lá.&lt;br /&gt;Conclusão: tem tudo quanto é tipo de personalidade em todos os “lados” da história, não é algo pão-pão queijo-queijo, acho que o filme peca nisso.&lt;br /&gt;Uma reflexão: sobre a questão da desumanização dos judeus abordada no filme. Acho que o ato de desumanizar é muito presente ainda nos dias de hoje... que se manifesta muito claramente em máximas que se ouve no Rio de Janeiro como “melhor mesmo era jogar uma bomba logo nas favelas”. Ou a opinião de contrariedade à legalização da maconha por temor a que o traficante passasse a “ir para o asfalto para adquirir dinheiro de outras formas”. Quer dizer... enquanto os moradores de comunidades, em maioria trabalhadores honestos, são mortos em guerras entre facções está tudo bem, desde que a guerra continue no morro somente. Menospreza-se nessas posturas, de forma direta no primeiro caso e indireta no segundo, o valor da vida do favelado. Desumanização do favelado. Este é somente um exemplo flagrante, como outros que de forma mais ou menos reiterada ocorrem, como a desumanização do deficiente, do homossexual, do negro, da garota de programa (lembrando daquele caso dos 3 jovens que espancaram uma empregada doméstica e, em defesa própria, alegaram acreditar que tratava-se de uma puta – como se este fato fosse legitimador da conduta). Acho desalentador um espectador sair do cinema aos prantos com a desumanização e massacre do judeu e basicamente conviver bem com essa outra realidade, tão atual e presente. Não que uma coisa implique na outra, por favor.&lt;br /&gt;Eu ia terminar dizendo que, simplesmente como filme, no sentido de fonte de distração e/ou crescimento individual, achei o filme uma desgraça, na medida em que simplesmente tenta de todas as formas fazer o espectador se sentir deprimido, sem procurar trazer nada em contrapartida, ou seja, apela, se limita a abordar temas que sensibilizam muito a todos e pronto. Mas deixa pra lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, opinem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7653142176702922729-6249976787136572447?l=gabrielnagreb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/feeds/6249976787136572447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7653142176702922729&amp;postID=6249976787136572447' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/6249976787136572447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/6249976787136572447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/2008/12/sobre-o-filme-o-menino-de-pijama.html' title='sobre o filme o menino de pijama listrado'/><author><name>Nagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00586578491651288581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7653142176702922729.post-462899095985035868</id><published>2008-12-17T18:30:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T18:31:51.314-08:00</updated><title type='text'>Sorte de hoje</title><content type='html'>Sorte de hoje: Se você obedecer a todas as regras, vai perder toda a diversão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o orkut se acha malandro e me acha narrow minded legalista quadrado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7653142176702922729-462899095985035868?l=gabrielnagreb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/feeds/462899095985035868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7653142176702922729&amp;postID=462899095985035868' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/462899095985035868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/462899095985035868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/2008/12/sorte-de-hoje.html' title='Sorte de hoje'/><author><name>Nagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00586578491651288581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7653142176702922729.post-562769615474277992</id><published>2008-12-16T16:14:00.000-08:00</published><updated>2008-12-16T16:23:04.193-08:00</updated><title type='text'>the awful truth</title><content type='html'>Os emoticons do meu msn pararam de aparecer: só aparecem os códigos.&lt;br /&gt;Isso seria um problema... se eu não fosse nerd e soubesse todos os códigos de cor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7653142176702922729-562769615474277992?l=gabrielnagreb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/feeds/562769615474277992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7653142176702922729&amp;postID=562769615474277992' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/562769615474277992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/562769615474277992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/2008/12/awful-truth.html' title='the awful truth'/><author><name>Nagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00586578491651288581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7653142176702922729.post-2347471016667437918</id><published>2008-12-14T13:08:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T17:01:50.280-08:00</updated><title type='text'>Is there anyone really open minded?</title><content type='html'>Muito bem, estava eu nesse último sábado, a contragosto, no baixo botafogo (o baixo humaitá é muito melhor) acompanhando amigos na drinkeria maldita. Como é de praxe, estávamos em pé na rua esperando que liberassem mesas para sentarmos e tomarmos nossos drinks de 15 reais e, quem sabe, hamburgeres estragados (não peça o brownie, eles servem com sorvete de creme kibom... é decadente). Em todo caso, o motivo deste post não é falar mal da drinkeria maldita, ainda que na minha opinião ela seja um desastre em todos os sentidos (exceto lucratividade). Observando o resto da rua (o processo de esperar vagarem mesas é demorado), vejo uma amiga num pé sujo do outro lado da rua. Feliz pela surpresa, vou lá falar com ela... atravesso a rua, continuo na direção que ela havia seguido e encontro, atrás de uma banca de jornal, uma mesa com muitos desconhecidos, alguns rostos familiares e poucos amigos. Boa oportunidade para matar saudades, conhecer gente nova e, melhor do que tudo, me ocupar durante a espera maldita pra maldita.&lt;br /&gt;Sento numa cadeira e tento assimilar as pessoas, estava numa mesa de pessoas “artísticas”. Estavam vestidas... como sempre estão, com listras, quadriculados, allstars de todo tipo, cigarros, chopps... aquela imagem estereotipada que freqüentemente se adota como estilo de vida. Felizmente, estavam a maioria animados, não era uma mesa blasé. Sem jeito, como de costume, tento interagir perguntando: então... o que vocês fazem de faculdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Antropologia&lt;br /&gt;- Arte&lt;br /&gt;- Filosofia&lt;br /&gt;- Letras&lt;br /&gt;- Arquitetura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você, Nagreb?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Faço Direito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aquela coisa: o sorriso tenta esconder, mas o olhar diz tudo, foi a decepção geral da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Direito? Ahn... você gosta? Bem, pelo menos dá pra ganhar dinheiro né...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí em diante a atenção da mesa se volta para alguém menos... burocrata-desinteressante-legalista-quadrado. Acabei voltando para a maldita. Pensando friamente, até que esse desenrolar era um pouco previsível, mas a questão de certa forma me atingiu. Quer dizer, não eram eles os que deveriam ser open minded? Afinal, o que há abaixo dessa superfície de cigarros e quadriculados? Não sei, sempre parto do pressuposto de que estou errado (e de que estamos todos inicialmente errados). Fato é que não julguei ninguém pela faculdade que fazem, acho que são carreiras interessantes... Não estou tirando uma de open minded superior, porque não me considero nem um nem outro, definitivamente, mas acho que nessa eu saí na frente dos alternativos.&lt;br /&gt;Fiquei com uma dúvida no final das contas e quero opiniões... direito, arte, criança, adulto, hétero, gay, direita, esquerda, feminista, machista, tudo: existe alguém de fato mente aberta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7653142176702922729-2347471016667437918?l=gabrielnagreb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/feeds/2347471016667437918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7653142176702922729&amp;postID=2347471016667437918' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/2347471016667437918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/2347471016667437918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/2008/12/is-there-anyone-really-open-minded.html' title='Is there anyone really open minded?'/><author><name>Nagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00586578491651288581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7653142176702922729.post-5877511577089561776</id><published>2008-11-04T20:25:00.000-08:00</published><updated>2008-11-04T20:27:38.561-08:00</updated><title type='text'>O que você faz antes de dormir?</title><content type='html'>Como competir com os blogs mais acessados da internet? Não tenho muitas informações sobre o assunto, mas sei de um das garotas que dizem ni – pelo que ouvi, umas riquinhas que falam sobre futilidades e ganharam uma coluna na veja – ou uma cubana que escreve sobre como é a vida num regime sem liberdades. O que isso significa? Seria a curiosidade das pessoas movida por extremos? Estaria o interesse e a vontade de reiteradamente acessar os blogs condicionados tanto a um desejo reprimido de ser uma garota que diz ni – rico e sem preocupações, quanto a um prazer sádico e estranhamente reconfortante de se viver numa situação que se julga melhor do que a de outro ser humano, ou de outro povo? Somos tão patéticos a ponto de desejar um modelo de vida e ao mesmo tempo nos resignarmos a nossa miséria espiritual ao nos lembrarmos de que há outros em estado de miséria física? Se sim, estamos condenados à solidão e à não solidariedade? Eu não quero ser um garoto que diz ni... mas ao declarar isso, não estaria indiretamente assumindo uma pretensa superioridade em relação aos que gostariam de sê-lo? Talvez...&lt;br /&gt;O fato é que constatei que, todos os dias, antes de dormir, me questiono, seja sobre blogs ou assuntos quaisquer. Quando criança, indagava assustado se haveria um monstro do outro lado da porta, ou se seria punido se não fosse um bom menino. Será que eu mudei alguma coisa? Será que não continuo me reconfortando ao constatar que neuroses são só neuroses e que agir segundo determinados valores será benéfico? Acho que, metaforicamente, o ser humano é mais ou menos assim: uma criança medrosa que precisa ter certeza de que o monstro não vai atacar, que precisa ser constantemente reconfortada, tal qual o internauta que deseja ser ni e se consola com a falta de direitos básicos de outrem. Talvez eu esteja indo longe demais... Mas ao menos posso seguramente falar de mim. Concluo que sempre fui e ainda sou uma criança, que se deita e, antes de dormir, se pergunta o que há no fundo do mar ou por que aparentemente todos nós estamos condenados à solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7653142176702922729-5877511577089561776?l=gabrielnagreb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/feeds/5877511577089561776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7653142176702922729&amp;postID=5877511577089561776' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/5877511577089561776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/5877511577089561776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/2008/11/o-que-voc-faz-antes-de-dormir.html' title='O que você faz antes de dormir?'/><author><name>Nagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00586578491651288581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7653142176702922729.post-4649189265316658581</id><published>2008-10-27T14:52:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T16:13:54.657-07:00</updated><title type='text'>Niilismo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Dezoito anos tem a rapariga, que nestas linhas expõe seu mundo interior, seu afã guerreiro, sua vontade. Nada do que estiver escrito será verdade pura. O papel tudo aceita, nada nega à moça que lhe tinge. Que importância teria a verdade, qual a sua validade? O que é, afinal, a verdade? A jovem não sabe.&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;O papel é somente o veículo do que deve ser. O que se deve dizer para quem o lerá, o que se deve dizer para contar a si mesmo o que se deve pensar. O dever ser do seu âmago é inteiramente distinto do ser. O ser é único e nunca se mostra. No papel, nas palavras, o dever ser é o ator trágico, mero reflexo do que deveria realmente ser o ser. Um ser observado, observando seu observador.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Portanto, sem a menor lógica ou finalidade, escrevo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Sobre o que escrever, se tudo interessa e, ao mesmo tempo, tudo desinteressa? A mão não acompanha o que o cérebro tenta, por força, lhe fazer expôr ao mundo. O que dele jorra em um primeiro momento e começa a ser escrito já perde seu quê de novidade ao primeiro toque da caneta no papel. As idéias se atropelam de maneira extremamente mal-educada e vulgar. Recém-paridas, toscamente formuladas, repercussão vazia de pensamentos outrora completos. Como, porém, das fronteiras materiais a algo tão prematuro, impalpável como o mundo das idéias, o mundo ideal, o mundo dentro da mente de uma menina?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Simples: definindo um assunto. Eu, nesta dúvida cruel sobre qual assunto escolher, e após ter discursado longa e metalinguisticamente sobre o nada, pedi ao dono deste blog que me dissesse uma palavra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;"Nagreb says: (7:20:44 PM):&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;  crack                                       "&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Primeiro, me ocorreu falar sobre o crack, uma droga ilegal derivada da planta da coca, feita do que sobra do refinamento da merla, que, por sua vez, é sobra do refinamento da cocaína. Assim Falou Wikipédia. A mim, me parece que não é só suficiente, mas realmente necessário ser drogado para usar algo do tipo. Afinal, é como se fosse o cocô-do-cavalo-do-bandido do universo dos narcóticos! Enfim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Em segundo lugar, lembrei daqueles pequenos softwares que os hackers, gente sem mais o que fazer além de se meter na vida virtual das pessoas, usam para quebrar sistemas de segurança por aí afora. São os cracks.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Ah, sim! Isso me lembra do terceiro crack: o craque do futebol. Ídolo do meu idolatrado impávido colosso, deste meu Brasil tão brasileiro, com seu jeitinho tão crack de ser. Por que uma nação tão (amn...) grandiosa como a nossa não escolhe melhor seus ídolos? A meu ver, é completamente estranho tomar alguém como modelo que não é nem inteligente, nem ao menos bonito. Pois é, nossos ídolos são burros e feios. Mais uma vez: Enfim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Cheguei ao último crack, o Crack da Bolsa. Para ser mais fiel à realidade histórica, Os Cracks Das Bolsas. Podem ser os da época de antes dos bancos centrais, ou dos períodos de free-banking; podem ser os que foram chamados de pânico, ou as tão em voga recessões. Fato é que o crack da bolsa é o pior para todos. Enquanto o crack como droga destrói o adolescente revoltado, o crack como software destrói máquinas e o crack como herói do futebol só reflete a destruição da cultura, o crack da bolsa destrói tudo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Talvez não tudo: os cartunistas entram em processo criativo intenso tecendo divertidas anedotas e fabricando compulsivamente tirinhas sobre a desgraça alheia. Mas, em geral, o que vemos é o terror, a desilusão, a falta de confiança. Fortunas são feitas e desfeitas da noite para o dia, milhares vão para o Olho da Rua. Lugar simpático para se passar as férias de inverno, não? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;O que acontece quando uma sociedade dispendiosa entra em recessão? Eu diria Revolução, mas não direi, pois prefiro dizer guerra. Apesar de todos os temores, Guerra. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Talvez eu deva parar por aqui: o Niilismo acabou e comecei a falar sobre pensamentos reais. Em outra oportunidade, se o Nagreb ainda deixar, eu continuo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Beijos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;Laura.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7653142176702922729-4649189265316658581?l=gabrielnagreb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/feeds/4649189265316658581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7653142176702922729&amp;postID=4649189265316658581' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/4649189265316658581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/4649189265316658581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/2008/10/niilismo.html' title='Niilismo'/><author><name>Nagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00586578491651288581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7653142176702922729.post-2296580904296699456</id><published>2008-10-26T13:40:00.000-07:00</published><updated>2008-10-26T13:46:20.033-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J8BYiUPBU1Y/SQTV9dyS6zI/AAAAAAAAAAM/oniRi3KElVM/s1600-h/quino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261565516619901746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 252px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_J8BYiUPBU1Y/SQTV9dyS6zI/AAAAAAAAAAM/oniRi3KElVM/s320/quino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; escrevi um pequeno poema inspirado nessa charge do Quino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdeu-se em algum lugar&lt;br /&gt;nunca soube se no barulho calorento,&lt;br /&gt;ou no frio estático.&lt;br /&gt;Não me importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o brilho é fosco&lt;br /&gt;a inocência é a desconfiança&lt;br /&gt;e o sorriso esconde a lágrima,&lt;br /&gt;não me resta dúvida, está perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os sonhos de outrora&lt;br /&gt;são mera confusão cinzenta.&lt;br /&gt;Porque do amor só se ouve falar.&lt;br /&gt;Porque o ser humano se tornou carne vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que o ser humano se tornou carne vazia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7653142176702922729-2296580904296699456?l=gabrielnagreb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/feeds/2296580904296699456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7653142176702922729&amp;postID=2296580904296699456' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/2296580904296699456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/2296580904296699456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/2008/10/escrevi-um-pequeno-poema-inspirado.html' title=''/><author><name>Nagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00586578491651288581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J8BYiUPBU1Y/SQTV9dyS6zI/AAAAAAAAAAM/oniRi3KElVM/s72-c/quino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7653142176702922729.post-6872003367662733457</id><published>2008-10-22T09:56:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T10:08:57.886-07:00</updated><title type='text'>Desprazeres Amélie</title><content type='html'>Muito bem, agora que já me expliquei quanto ao nome do blog, passemos ao que interessa. Para isso, muito convenientemente, me utilizarei de uma lógica cretina. Considere que blogs são o principal meio de expressão do estereótipo pseudo-cult; afinal, eles têm tanto a acrescentar às nossas vidas que precisam de um acervo online para eternizar seus pensamentos, assim como eu. Muito bem, agora considere que o filme mais emblemático dessa “tribo” (termo cafona) é o famigerado Amélie Poulain. Fez isso? Qual é o resultado? Sim, vou escrever sobre Amélie Poulain.&lt;br /&gt;Quando se pensa no filme O fabuloso destino de Amélie Poulain, logo se lembra daquela expressão consagrada por seus seguidores, os pequenos “prazeres Amélie”. Pois bem, não sei o que aquela garota tem na cabeça. Atirar pedras no rio? Quebrar a crosta do crème brulée com uma colher? Ora, por favor, eu nem sei exatamente como é um crème brulée, e olha que sou viciado em doces. E mesmo se soubesse, não resolveria os meus problemas. Agora, a questão é a seguinte, estou sozinho nessa. Ou quase isso. Uma rápida pesquisa no orkut me permitiu ver que nada menos que 31.157 (vou repetir, trinta e um mil cento e cinqüenta e sete!!!) usuários são membros da comunidade “Prazeres Amélie Poulain”. E aposto que até terminar de escrever isso, o número terá aumentado.&lt;br /&gt;Acontece que a rotina não é cheia de pequenos prazeres e a sua vida não foi dirigida pelo Jean-Pierre Jeunet. Nós, seres humanos, somos por natureza estressados e a rotina é repleta de pequenos desprazeres. Vou exemplificar.&lt;br /&gt;Você está em casa e decide fazer um misto-quente. Ao tentar retirar a fatia do queijo, um pequeno pedaço se rompe do total da fatia. O processo se repete. Seu sorriso se esvai, assim como sua vontade de comer o sanduiche. Isso sem falar no pior que pode acontecer nesses casos: você acidentalmente arrancar um pedaço da fatia de baixo também. No final das contas seu misto quente é composto por várias tiras disformes de queijo, que antes foram uma fatia inteira, grudada ao restante do queijo. A magia se foi.&lt;br /&gt;Agora digamos que você decide sair de casa. Depois de escolher a roupa, se calçar, etc, você vai ao banheiro escovar os dentes. O que acontece? Não preciso nem responder, todos já sabem: a pasta cai na sua camisa.&lt;br /&gt;Já fora de casa, você, que não está mais vestindo a camisa que queria, anda em direção ao metrô. Nesses, digamos, 10 minutos, você inspira o equivalente a dois cigarros de monóxido de carbono emitido pelos carros, que não pararam de buzinar um momento durante esses 10 minutos. Mas você nem nota, pois já está acostumado à rotina de desprazeres Amélie.&lt;br /&gt;Dentro do metrô, por sorte hoje você conseguiu se sentar, embora tenha sido num banco laranja e os demais passageiros lhe fuzilem com olhares de desaprovação, estarrecidos que estão diante da sua atitude anti-cidadã, já que eles são perfeitos, mas você não. Buscando se desvencilhar desses olhares e da voz da mulher do metrô, que não passa de uma passive-agressive e não pára de te dar ordens para que você se levante do banco laranja, coloque a mochila na frente do corpo e use o metrô no dia seguinte (francamente, acho que eu me daria melhor até com o HAL 9000 do que com ela), você tenta puxar seu fone de ouvido da mochila e acaba fazendo uma força a mais para arrancá-lo – ele estava preso a algum de seus cadernos. Ao conectar seu fone ao mp3, você (que já não liga mais se vai ser assaltado ou não) constata que o puxão fez com que o fone só funcionasse de um lado, de modo que, de um lado, a música que você quer ouvir; do outro, “next stop, hell station – mind the gap”.&lt;br /&gt;Ainda assim, todos esses desprazeres são pequenos e superáveis. De fato, há um desprazer Amélie que supera todos os outros. Você vai ao cinema ver um filme qualquer para se distrair. Chegando lá, na fila do cinema (não, eu não vou dizer que os ingressos esgotam na sua vez, isso não é um desprazer Amélie, é um puta azar mesmo) você se depara com uma cena fatídica: uma garota com corte de cabelo Amélie Poulain. Você fecha a cara. Ela recebe o troco do ingresso e se vira para comprar, sei lá, balas de menta (pseudo-cults não comem pipoca), e você constata que ela está usando uma bolsa estampada com o rosto da Audrey Tautou com aquele olhar esbugalhado que todos nós conhecemos. Pronto, seu humor acaba de ser arruinado.&lt;br /&gt;Esse evento não esgota a questão. Você é convidado para uma boate “alternativa” (onde, paradoxalmente, todas as pessoas se vestem de modo rigorosamente igual) num sábado, ou mesmo numa quinta-feira – todos sabem do que eu estou falando – e, chegando lá, você pensa ter encontrado a garota Amélie. Segundos depois você constata que estava enganado: todas as garotas são Amélies, um verdadeiro exército delas – e olha que você nem bebeu ainda.&lt;br /&gt;Isso constitui uma epidemia. Não me espantaria, nesse ritmo, abrir o jornal no dia seguinte e encontrar uma manchete como “gangue de garotas Amélie assalta banco”. E só pra acrescentar mais um desprazer à sua rotina, você ouviria um cara estranho dizendo algo como “não me importaria se essa gangue de Amélies assaltasse o meu banco, se é que me entende”. Não sei aonde isso vai parar. Confesso que a idéia de me perder em devaneios para fugir da rotina pode até parecer tentadora, mas, sinceramente, enfiar a mão num saco de grãos não vai resolver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7653142176702922729-6872003367662733457?l=gabrielnagreb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/feeds/6872003367662733457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7653142176702922729&amp;postID=6872003367662733457' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/6872003367662733457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/6872003367662733457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/2008/10/desprazeres-amlie.html' title='Desprazeres Amélie'/><author><name>Nagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00586578491651288581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7653142176702922729.post-5282555822612230090</id><published>2008-10-19T19:14:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T19:26:43.225-07:00</updated><title type='text'>Nome do blog: algumas considerações iniciais e a dialética irritante.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;     Quando uma pessoa descolada ou pseudo-descolada (acho que o simples fato de usar o termo 'descolado' automaticamente me insere na segunda categoria) quer fazer um blog, a primeira coisa a se pensar é qual será seu nome – o que não é tarefa simples. Afinal, o nome é responsável não somente por manifestar o quão cool você é, mas também por atrair leitores ao blog. Se tudo der certo, o blogueiro formará um pequeno nicho e terá motivos para continuar a escrever.&lt;br /&gt;     A questão não pára (ainda não aderi à reforma ortográfica) por aí. Sendo o blog basicamente um veículo de auto-expressão, o título também tem seu papel nessa questão, manifestando um pouco da personalidade do blogueiro, ou ao menos o que ele gostaria de ser. Quanto ao “o que gostaria de ser”, já se tornou lugar comum o fato de que a internet desempenha um papel decisivo na sustentação de imagens falsas, graças ao orkut e ao msn, gerando conflitos de personalidade real x virtual, ou, simplesmente, o que é x o que gostaria de ser. Mas voltando ao foco desse texto pseudo-esclarecido, é com o nome que o blogueiro expõe, ainda que de modo bastante implícito, seus atributos (verdadeiros ou não), que justificariam, aos leitores, freqüentar seu blog.&lt;br /&gt;     Assim sendo, nenhum nome mais adequado para meu blog que o escolhido. Um nome inócuo e um texto azedo para um blogueiro inócuo e azedo (ou não), pseudo-descolado, pseudo-deslocado ou não, etc. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7653142176702922729-5282555822612230090?l=gabrielnagreb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/feeds/5282555822612230090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7653142176702922729&amp;postID=5282555822612230090' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/5282555822612230090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7653142176702922729/posts/default/5282555822612230090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabrielnagreb.blogspot.com/2008/10/nome-do-blog-algumas-consideraes.html' title='Nome do blog: algumas considerações iniciais e a dialética irritante.'/><author><name>Nagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00586578491651288581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry></feed>
